As Mentiras Que o Mundo Conta

O jornal norte americano “The New York Times” vive um dilema neste momento, já que precisa inculpar um jornalista de seus quadros, sem que com isso deixe de significar uma condenação, mesmo velada, ao presidente Bush. O jornalista em questão é Jayson Blayr, que foi descoberto como velho praticante de “patifarias” contra o jornal e seus leitores.

O caso é o seguinte: o repórter de que fala a notícia vem há anos escrevendo reportagens e artigos fictícios, que os dá por verdadeiros. De 73 reportagens assinadas por Blayr, já foram detectadas 36 que são totalmente falsas. Sendo o “The New York Times” um jornal que se tem por sério e verdadeiro naquilo que divulga, a direção está encarando o acontecimento como desmerecimento perante o seu público, o que lhe acarretará grandes prejuízos de credibilidade e, por consequência, financeiros.

No entanto, como castigar um jornalista que distorce matérias e “esquenta” artigos visando celebrizar-se perante os leitores, se o jornal vem encampando mentiras há anos. Mentiras que, em dados momentos, como nos últimos tempos, em relação a invasão do Iraque, sobre “armas químicas e biológicas” e arsenal de destruição em massa, o jornal mentiu a serviço do governo.

Agora o jornal depara-se com uma circunstância, talvez inédita no jornalismo, que é condenar subalterno por ato usual praticado pela empresa.

Moral da história: quem mente por atacado não tem qualificação para punir varejo.

Uma opinião sobre “As Mentiras Que o Mundo Conta

  • julho 28, 2020 em 7:55 pm
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